06 março 2013

Visita da EMEF José Bonifácio





    Que beleza!
    Vamos iniciar nossas sessões de contos na Biblioteca Municipal, no próximo dia 11 de março, segunda-feira!
    E, para nossa grande alegria, estaremos recebendo logo no primeiro dia, crianças da Emef. José Bonifácio, de Alvinlândia, município que fica distante quarenta quilômetros de Garça, aproximadamente.
    No período da manhã virão crianças do Pré I (A,B,C) e Pré II (A,B), num total aproximado de 97 pequeninos!
   A sala de contos vai ficar lotada!
   Já estamos imaginando o que iremos contar; as fadas e duendes vão estar presentes também!
   À tarde teremos a presença do 1º, 2º 3º, 4º e 5º anos, da turma B, com..........103 crianças!
   Vai ser um dia muito, mas muito mesmo, movimentado e alegre!
   E nós, do Grupo Pirlimpimpim, estaremos de braços abertos para recebê-los, com  muito, muito carinho mesmo!
   Desejamos que vocês façam uma boa viagem até Garça, nesta que, talvez,  será a primeira excursão para algumas das crianças.


17 fevereiro 2013

Piteco e a libélula



Piteco e seu irmão Pitoco eram dois lindos gatos siameses. Brincavam juntos todos os dias. Pitoco era mais medroso e não se arriscava em grandes aventuras, mas Piteco se orgulhava de suas caçadas pelo quintal da casa.
Ele era campeão na caça de libélulas que, distraídas, apareciam voando à procura de água, numa pequena fonte.
As libélulas apareciam e Piteco, mais que depressa, dava um grande salto e as abocanhava. Isso era quase todos os dias.
Certa vez , os donos da casa resolveram instalar um ventilador mais potente na sala de visitas. Era um grande ventilador mesmo!
Piteco tinha o costume, também, de tirar uma soneca nessa sala, acomodado numa confortável almofada, reservada para ele e seu irmão Pitoco.
Foi quando Piteco percebeu, no alto do teto o que lhe pareceu uma imensa libélula, tão grande que ele não poderia caçá-la, mas ser caçado por ela.
Apavorado, ele abaixou-se no chão e foi de rastros até o quarto de Fabiana, sua dona, e se enfiou debaixo da cama. Não havia como tirá-lo dali, pois parecia grudado no chão!
Depois de muito tempo, alguém lembrou-se de que ele gostava de doce. Preparam um pratinho com creme de leite e açúcar e levaram para Piteco, que começou a lamber o doce. Aos poucos, foi sendo resgatado de sob a cama e agradado por todos, entre muitas risadas.
Mas Piteco não estava para brincadeiras: recusou-se a ficar na sala de visitas, por muito tempo;para ir ao quarto de Fabiana passava por alguma janela, longe da sala!
Quando, finalmente, depois de muitas semanas, concordou em ficar no colo de alguém da sala, encolhia-se todo e, vez ou outra olhava com cautela para o ventilador no alto do teto, que mais lhe parecia uma libélula monstruosa e perigosa.
Parece, que depois desse dia, as libélulas tiveram mais sossego no quintal!






















13 fevereiro 2013

Agradecimento!



       Hoje conseguimos a marca de 5 mil acessos ao nosso blog; ficamos felizes, muito felizes mesmo com isso,  pois sabemos agora que estamos sendo prestigiadas. Esperamos que, no decorrer deste ano, possamos corresponder às expectativas de nossos leitores.

     Temos muitos projetos em vista; ainda não iniciamos com as contações de histórias na Biblioteca Municipal, que é nosso "quartel general", pois as escolas estão nos seus primeiros dias de aulas, mas logo teremos os agendamentos e, aí sim, estaremos a postos para contar muitas, muitas histórias.

     Mas, vamos para uma pequena história, aliás, uma piadinha:

     Paulinho, de Paulinho, de 6 anos, um tanto preocupado, pergunta`a mãe:
     -Mamãe, azeitona tem perninhas?
     -Não, filhinho.
     -Xii, acho, então, que eu comi um besouro!

     Essa piadinha é muito apreciada por crianças de 5 a 10 anos, mais ou menos.
     Um grande abraço a todos vocês que nos apreciam e, até breve!

05 fevereiro 2013

Contar e encantar


     Já sabemos que as histórias são apreciadas em quaisquer idades, não importando a condição social ou gênero. Os pequeninos costumam pedir a repetição de uma mesma história e ainda reclamam se ela não está igual à contada minutos atrás; eles escutam sempre com encanto e interesse. É a fase do "conte de novo" ou " conte outra vez". Acontece que, sabendo o que vai acontecer, a criança pode se identificar com um ou outro personagem, apreciando melhor os detalhes. 
     É a fase mágica, onde as histórias possuem pouco texto, enredo curto, refrões, animais, alimentos, flores, nuvens, festas,etc.
     Quando a criança amplia sua linguagem passa a exigir histórias mais longas, elaboradas e com mais variedade de assuntos.
     Afinal de contas ela já chegou à idade escolar, dos 7 anos em diante, mais ou menos,quando, mesmo não tendo bom nível de leitura, já mostra grande interesse nos contos de encantamento. Muitas histórias da fase mágica, ainda são apreciadas. Logo virão a gostar de contos de fadas com enredo mais elaborado: sabem que é o mundo de faz de conta e começam a ter senso crítico e pensamento com certa lógica.
     Para crianças mais, digamos, adiantadas, as fábulas e lendas são capazes de fazê-las sentir seus significados e beleza.
     Para os adolescentes são indicadas histórias de viagens, aventuras, ficção científica, fantasiosas, com atos heroicos  contos policiais sem crimes, pequenas novelas, de bom humor, episódios da vida real, contos populares, biografias romanceadas, com ensinamentos, virtudes humanas, exemplos de vida, etc.
     É inesgotável a variedade de histórias. Tudo depende do momento.
     O importante é que a escolha seja feita com muito critério e carinho.
     A duração de uma contação de histórias pode variar, também, mas o ideal é perceber o nível de atenção: um pequenino não consegue prestar atenção por mais de 5 ou 10 minutos; para os mais velhos, 15 a 20 minutos podem bastar. O bom senso do contador pode avaliar a situação dos ouvintes: bocejar muito é um bom aviso: é hora de parar!
     A escolha de uma boa história é a chave mágica no processo narrativo, para incorporar a arte à vida.

21 janeiro 2013

O Mistério Da Noite Santa

Essa história foi narrada por Vera Lúcia e sua neta Bianca, de 4 anos, por ocasião das festas natalinas do ano anterior, tendo um fundo musical para maior encantamento.

17 janeiro 2013

Histórias para pequeninos

Logo começaremos com as sessões de contos na Biblioteca Municipal!
    É um momento que aguardamos com ansiedade, mas também preocupação.
    Afinal de contas o que poderemos contar? Temos tido o cuidado de observar, em primeiro lugar, a faixa etária dos ouvintes. Como as classes agendadas, normalmente, são da pré-escola e do ensino fundamental, com idades entre 4 a 12 anos, encontramos muitos livros em nosso acervo e na própria Biblioteca.
    Os pequeninos gostam de histórias de animais, movimentadas, cantadas ou não, com refrões, ilustradas com recursos como bonecos, gravuras ou objetos; podemos, até utilizar data show.
    As crianças ficam acomodadas em cadeiras ou em tapetes; sempre é montado um cenário que sugere as histórias que serão contadas; as histórias não podem ser longas, quando as crianças são muito pequenas, pois a atenção delas se dispersa logo.
    Podemos contar, por exemplo, para as classes da pré-escola:
    A GALINHA RUIVA
    JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO
    O MACACO E A VELHA
    A HISTÓRIA DE RABICÓ
    JOÃO E MARIA
    TOCA, RETOCA, CATITIRITOCA
    FESTA NO CÉU
    ZLIM, O GNOMO QUE QUERIA VOAR    
    ROMEU E JULIETA
    CHAPEUZINHO VERMELHO
    A BRINCADEIRA DAS LEBRES
    A TARTARUGA QUE QUERIA VOAR
    O SAPO E A COBRA
    ETC.
    A lista é infindável e, cada contador escolhe a história que mais lhe agrada e mais conveniente para a criançada. Livros para pesquisa não faltam. São livros com várias histórias ou apenas uma; podem ser histórias clássicas, já conhecidas ou não. O importante é fazer uma boa seleção e preparar o repertório para várias sessões, antevendo os recursos que serão usados.
    O resultado é ótimo!




09 janeiro 2013

O FIM DO MUNDO

      Esta história aconteceu há muitos anos, e pode ter sido repetida em várias localidades ao mesmo tempo.
     Numa linda tarde de céu muito azul, com o sol quase no poente, alguém gritou assustado:
     - O mundo está acabando! Vejam! O céu está se rasgando em dois!
    Todos olhavam desesperados para o céu; gritos, choros e rezas para todo lado; correrias desabaladas, pedidos de perdão entre vizinhas que se detestavam e desmaios se sucederam. Dizem que até mortes aconteceram, de tanto susto ou medo.
     No azul celeste um risco branco, muito branco, ia de leste para oeste, acompanhado de um forte trovejar e, como uma seta flamejante e dourada avançava cada vez mais para o poente.
   A histeria coletiva tinha razão de ser, pois corriam histórias e mais histórias sobre o fim do mundo, assolado até 1945 pela segunda guerra mundial, e atormentado pela Guerra Fria entre EUA e Rússia.    Ninguém sabia como seria o fim dos tempos, mas acreditava que seria a qualquer momento.
     Então chegara a hora?
     Não!
     Foi apenas a passagem do primeiro avião a jato, naquela região, que provocou tanto desespero!